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Malamute do Alasca: guia completo da raça

O Malamute do Alasca é um cão nórdico de trenó. Veja origem, temperamento, saúde, rotina e cuidados em cada fase da vida.

Cintia C. Sabbag

Por Cintia C. Sabbag

Malamute do Alasca adulto, cinza e branco, máscara facial clara e cauda plumosa, fotografado sobre fundo bege

O Malamute do Alasca é um cão grande, forte e desenvolvido para transportar cargas pesadas em regiões árticas. Afetuoso com a família e acostumado ao trabalho em grupo, combina sociabilidade com independência. Sua força, energia, instinto de caça e habilidade para cavar e fugir exigem experiência e supervisão.

Neste artigo, você conhecerá a origem, as características físicas e o temperamento do Malamute do Alasca. Também entenderá como ele convive com crianças e animais, quanto exercício precisa e quais cuidados devem fazer parte de seu treinamento, alimentação, pelagem, saúde e adaptação a regiões quentes.

Expectativa de vida 10 a 14 anos
Altura na cernelha 58,5 a 63,5 cm
Peso 34 a 38,5 kg
Porte Grande

Características do Malamute do Alasca

  • Adaptação 2/5
  • Atenção necessária 4/5
  • Vida em apartamento 1/5
  • Tendência a latir 3/5
  • Convívio com gatos 1/5
  • Convívio infantil 4/5
  • Convívio com cães 2/5
  • Exercício necessário 5/5
  • Espaço necessário 5/5
  • Cuidado da pelagem 4/5
  • Risco de saúde 4/5
  • Aprendizagem 4/5
  • Vontade de brincar 5/5
  • Queda de pelos 5/5
  • Sociabilidade 4/5
  • Afetuosidade 5/5
  • Territorialidade 1/5
  • Facilidade de treino 2/5
  • Aptidão para guarda 1/5
  • Sensível ao frio 1/5
  • Sensível ao calor 5/5

Qual é a origem do Malamute do Alasca?

O Malamute do Alasca foi desenvolvido pelos Mahlemut, um povo inuíte que vivia na região noroeste do Alasca. Esses cães puxavam trenós, transportavam cargas e ajudavam nas atividades necessárias à sobrevivência. Força, resistência e capacidade para trabalhar em condições extremas eram mais importantes do que velocidade.

Além do transporte, os cães auxiliavam na localização de animais e na proteção dos acampamentos. Precisavam colaborar com pessoas e outros cães, economizando energia durante trajetos longos. O vínculo com a comunidade era essencial, pois cada animal representava uma parte importante do trabalho e da segurança do grupo.

Durante a corrida do ouro, cruzamentos sem controle ameaçaram as características originais desses cães. Posteriormente, programas de criação ajudaram a estabelecer a raça moderna. A Federação Cinológica Internacional reconhece os Estados Unidos como seu país de origem e classifica o Malamute entre os cães nórdicos de trenó.

Quais são as características físicas da raça?

O Malamute possui corpo forte, peito profundo, ossos firmes e musculatura desenvolvida. Como referência, os machos medem cerca de 63,5 centímetros e pesam aproximadamente 38 quilos. As fêmeas ficam próximas de 58,5 centímetros e 34 quilos, embora existam variações naturais de tamanho entre os exemplares.

A cabeça é larga, com focinho forte, orelhas triangulares e olhos castanhos. Olhos azuis não fazem parte do padrão da raça. A cauda é bem coberta por pelos e costuma permanecer curvada sobre o dorso, mas não deve formar um enrolamento apertado semelhante ao encontrado em algumas outras raças.

A pelagem dupla possui subpelo espesso e oleoso, coberto por fios externos ásperos e resistentes. As cores incluem combinações de branco com cinza, preto, vermelho e diferentes tonalidades intermediárias. O branco sólido também é aceito. Marcas características podem aparecer no rosto, na cabeça e no pescoço.

Como é o temperamento do Malamute do Alasca?

O Malamute costuma ser afetuoso, brincalhão e interessado na convivência familiar. Muitos exemplares recebem visitantes com entusiasmo, o que limita sua atuação como cães de guarda. Podem impressionar pelo tamanho e pela aparência, mas geralmente não apresentam a desconfiança necessária para proteger uma propriedade contra pessoas.

A raça é inteligente e independente. O Malamute foi selecionado para trabalhar em condições difíceis e tomar decisões, não para obedecer mecanicamente. Quando identifica algo mais interessante, pode ignorar o tutor. Essa autonomia exige treinamento constante e medidas físicas de segurança, sem depender apenas de comandos.

Uivos, resmungos e outros sons são frequentes. A raça também gosta de cavar, comportamento que pode ser direcionado para uma área permitida do quintal. Sem exercícios e ocupações adequadas, um Malamute pode destruir objetos, abrir buracos, danificar cercas e procurar oportunidades para sair da propriedade.

O Malamute convive bem com crianças e outros animais?

Um Malamute bem socializado pode demonstrar paciência e carinho com crianças. Entretanto, seu tamanho e sua força permitem que derrube uma criança durante uma brincadeira. As interações precisam de supervisão, enquanto o cachorro deve aprender a controlar pulos, mordidas de brincadeira e aproximações excessivamente intensas.

As crianças não devem montar no animal, puxar sua pelagem ou incomodá-lo durante o sono e a alimentação. O cão também precisa de um local reservado para descansar. Brincadeiras envolvendo comida ou objetos disputados devem ser evitadas até que o Malamute tenha aprendido a soltar itens quando solicitado.

A convivência com outros cães varia consideravelmente. Alguns exemplares podem apresentar conflitos com animais do mesmo sexo, principalmente após a maturidade. Gatos, aves, coelhos e pequenos mamíferos exigem ainda mais cuidado devido ao forte instinto de caça. A socialização reduz riscos, mas não elimina a necessidade de supervisão.

Quanto exercício o Malamute do Alasca precisa?

O Malamute necessita de atividade física diária e de tarefas compatíveis com sua capacidade de trabalho. Caminhadas longas, trilhas, natação e exercícios de tração ajudam a utilizar sua energia. Ao contrário do Husky Siberiano, foi desenvolvido principalmente para transportar cargas pesadas, não para alcançar grande velocidade em corridas.

Um quintal oferece espaço, mas não substitui a participação do tutor. Sem uma atividade direcionada, o cachorro pode permanecer parado ou utilizar a energia para cavar e tentar fugir. Modalidades como canicross, caminhada com mochila apropriada e tração devem ser introduzidas gradualmente, respeitando idade e condicionamento.

Filhotes não devem puxar peso nem acompanhar corridas longas enquanto ossos e articulações estão em desenvolvimento. Nos adultos, exercícios intensos precisam ser evitados em dias quentes. Passeios nos horários mais frescos, água e ambientes ventilados são indispensáveis para reduzir o risco de superaquecimento.

Como treinar e socializar um Malamute do Alasca?

O treinamento deve começar cedo e utilizar recompensas, regras coerentes e sessões variadas. O Malamute aprende rapidamente, mas pode perder o interesse diante de repetições excessivas. Comandos como “vem”, “fica”, “junto”, “deixa” e “solta” ajudam a controlar sua força e prevenir situações perigosas durante os passeios.

Caminhar sem puxar precisa ser ensinado enquanto o filhote ainda é pequeno. Um adulto pode arrastar uma pessoa com facilidade quando decide correr. O chamado deve ser praticado, mas não torna seguro soltar o cão em áreas abertas. Cercas altas e resistentes continuam necessárias mesmo após um bom treinamento.

A socialização deve incluir pessoas, cães equilibrados, veículos, sons e diferentes ambientes. Contatos com outros animais precisam ser acompanhados ao longo da maturidade, pois o comportamento pode mudar. Punições físicas e confrontos aumentam a resistência, enquanto orientações claras favorecem cooperação e confiança entre cão e tutor.

Como cuidar da pelagem e da alimentação?

A pelagem espessa deve ser escovada várias vezes por semana. O American Kennel Club recomenda cuidados diários para remover fios soltos e localizar nós ou irritações. Durante as trocas sazonais, o subpelo cai em grande quantidade e exige ainda mais dedicação.

O Malamute não deve ser raspado para enfrentar o verão. A retirada da pelagem expõe a pele e não elimina o risco de superaquecimento. Banhos podem ser realizados conforme a necessidade, seguidos de secagem completa. Unhas, orelhas, dentes e espaços entre os dedos também precisam ser verificados regularmente.

A alimentação deve ser completa e compatível com idade, peso e atividade. As porções precisam ser medidas porque o pelo volumoso pode esconder ganho ou perda de peso. Filhotes devem receber alimento apropriado para cães grandes, sem suplementos destinados a acelerar o crescimento sem recomendação veterinária.

O Malamute do Alasca é saudável e indicado para qualquer pessoa?

O Malamute pode apresentar displasia de quadril e cotovelo, doenças oculares, alterações da tireoide e polineuropatia hereditária. Essa última condição compromete os nervos e pode causar fraqueza, alterações na caminhada e intolerância ao exercício. Existem exames e testes genéticos que ajudam a orientar a reprodução responsável.

O Alaskan Malamute Club of America considera essenciais a avaliação dos quadris, o exame oftalmológico e o teste genético para polineuropatia. O clube também recomenda avaliações de cotovelos, coração e tireoide, além de testes para degeneração dos cones e discinesia ciliar primária.

A raça é indicada para pessoas ativas, experientes e preparadas para lidar com pelos, força física e medidas contra fugas. Não costuma ser adequada para tutores sedentários, regiões quentes sem estrutura de resfriamento ou casas com pequenos animais desprotegidos. Com manejo correto, torna-se um companheiro leal e participativo.

Perguntas frequentes sobre Malamute do Alasca

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Cintia C. Sabbag

Sobre a autora

Cíntia C. Sabbag estuda e acompanha há anos a saúde, o comportamento e o bem-estar dos cães, orientando tutores a cuidar do animal em todas as fases da vida.